terça-feira, 14 de junho de 2011

Exclusivo Gabriel Medina: 'Até eu me surpreendi'

“Vou deixar rolar, espero que dê tudo certo”, essa é a frase mais proferida pelo jovem surfista Gabriel Medina em entrevistas. E foi assim, deixando rolar e dando tudo certo que o tímido garoto protagonizou uma das mais brilhantes performances em um campeonato da ASP no Brasil.

Traduzindo em miúdos, ou melhor, em números, Medina dominou o dia final do SuperSurf Internacional PRIME, na Praia da Vila, em Imbituba. Das três notas 10 computadas durante todo o evento, duas foram dele, sendo uma delas, um dez unânime no aéreo reverso para liquidar Tom Whitaker na final. A quarta, a quinta e a sexta maior nota da competição também foram de Gabriel, um 9.87 nas semis, um 9.73 nas quartas e outro 9.73 nas semis novamente. Não satisfeito com as estatísticas, ele ainda computou as três maiores somatórias de todas as disputas.

Outro fenômeno da nova geração brasileira tirou um 9.57 para ficar com a sétima mais alta nota do SuperSurf Prime. Mas em seguida Gabriel volta à lista com a oitava, nona e decima. Ufa, precisa de mais para provar o desempenho do menino?

Acho que não, né. E o melhor é que não dá para dizer que foram somente os aéreos progressivos que salvaram a pele do surfista, em ondas que não proporcionavam muito. Foi absolutamente o contrário. As ondas estavam grandes, pesadas e abrindo tudo. Gabriel deu batidas onde tinha que dar, mandou rasgadas muito estilosas e, sim, mandou aéreos em locais extremamente críticos. Com esse show, o resultado não poderia ser diferente. O surfista das ondas pesadas de Maresias, no litoral paulista, agora está na 27ª posição do ranking unificado. Se essa realidade se mantiver até o próximo corte da ASP, ele será o mais novo integrante brasileiro do tour mundial. Mas a respeito disso, Gabriel prefere ainda não pensar muito.

Na segunda-feira (06), o campeão fez uma passagem rápida nos estúdios dos Canais ESPN para participar do Ação e Aventura, na rádio Estadão ESPN, e do Planeta EXPN. Entre uma gravação e outra, pude conversar com ele, que disse também ter ficado bastante surpreso com seu desempenho no último domingo. 

Veja o que Gabriel, apesar da timidez e das poucas palavras, disse: “ Não consegui acreditar no que eu fiz!”
 ........Gabriel Medina referindo-se a final

Quando você viu os vídeos do ultimo dia de competição do SuperSurf, até você se surpreendeu com a qualidade do seu surf, ou aquilo já era o que você esperava, o que tinha programado?

Com certeza, eu me surpreendi. O mar tinha um tamanho e eu consegui fazer aqueles aéreos… não consegui acreditar no que eu fiz. Não sei, foi dando tudo certo, o mar estava legal, minha prancha estava boa, a vibe estava boa, minha família estava lá, então, estava tudo certo.

Tom Whitaker cumprimenta Medina - Foto: Levy  Paiva / ESPN
O que esta vitória representou para você, já que com ela você se encontra (por enquanto) entre os 32 surfistas da elite mundial? 

Foi uma vitória importante. Ontem eu estava abaixo dos top 32, e hoje eu acordei no 27º lugar. Então foi muito importante. Foi na hora certa e agora preciso buscar mais alguns resultados, espero que dê tudo certo.

Você já competiu em algumas etapas do WT e enfrentou os tops do tour, como Mick Fanning. Caso você entre mesmo no circuito, estando lá dentro você acha que sua abordagem será diferente para enfrentá-los? 

Não sei. Não estou pensando ainda lá, mas... eu vou deixar rolar, espero que dê tudo certo. Quero muito entrar no WT… estou preparado, acho.

Quais são os lugares que você está mais afim de competir no tour? 

Tem a Gold (Coast, na Austrália), que é uma direita perfeita que eu quero muito competir… e … isso é para o ano que vem, não sei se vale ainda… calma aí! (Gabriel dá risada e pergunta para Smorigo, seu manager, se ele estaria dentro até o ano que vem: ‘se você entra no meio do ano, vale até o ano que vem?’ … a resposta ninguém soube na hora)

(Eu disse)…. Você não vai sair de qualquer maneira, tem surf para ficar no tour e vencer, então pode contar….(risos)

Ah, então, Snapper, Teahupoo (Tahiti), o Brasil com certeza e na França também.

É Gabriel, nós também iremos adorar assistir ao seu surf nessas ondas!

“    Quero muito entrar no WT… estou preparado, acho”  --Gabriel Medina
[ O ingresso no circuito no meio do ano dá direito do atleta competir até a etapa de Pipeline, em dezembro, quando acontece um novo corte. Gabriel terá que se manter entre os 32 melhores surfistas do mundo ao final do ano, para prosseguir competindo em 2012. Isso não será muito difícil se ele mantiver esse desempenho.]


Fonte:ESPN

Crédito da imagem: Levy Paiva / ESPN
Aéreos e mais aéreos - Foto: Levy Paiva / ESPN
Rasgadas e mais rasgadas - Crédito da imagem: Levy Paiva / ESPN


Megaramp Open - Bob e Morgan Wade vencem competição

Na ultima quinta-feira aconteceu em Tehachapi, California a primeira competição na Megarrampa da Woodward West. O evento chamado de Megaramp Open reuniu pilotos de BMX e skatistas em um evento aberto para novos nomes e nomes consagrados na Mega.

No skate, Bob Burnquist foi o campeão com Adam Taylor em segundo lugar. A feliz surpresa foi ter Lincoln Ueda em terceiro lugar.

Lincoln sempre tem dificuldade para acertar suas linhas, mesmo tendo um skate admirado por todos.

No BMX, Morgan Wade quebrou tudo. Mas os destaques do dia ficaram e momentos pontuais como o Double backflip monntro de Jed Mildon no Gap de 70 pés, os voos gigantes de Coco Zurita e o Backflip Bikeflip de Zack Warden.

O três primeiro do BMX não levaram nenhum prêmio em dinheiro, mas se qualificaram para o evento de Megarrampa que acontece no Brasil em Julho.

RESULTADOS - Megaramp Open

SKATE

1. Bob Burnquist
2. Adam Taylor
3. Lincoln Ueda

BMX

1. Morgan Wade
2. Vince Byron
3. James Foster
4. Colton Satterfield
5. Zack Warden

Pilotos conversam antes da competição. Kevin Robinson estava atuando como organizador do BMXCrédito da imagem: Chris Ortiz/Megaramp

Morgan Wade, campeão do BMXCrédito da imagem: Justin Kosman/ ESPN

Bob Burnquist ao lado de Jake Brown e Christian Hosoi na Megarrampa de WoodwardCrédito da imagem: Chris Ortiz/Megaramp

A guitarra de Bob e o troféu de Bob BurnquistCrédito da imagem: Bob Burnquist

Fonte:ESPN

Nyjah Huston embolsa mais um cheque de 150 mil dólares

Campeão Nyjah Huston - Crédito da imagem - Cortesia Street League Skateboarding

A Street League Skateboarding é uma mistura de show para a TV e uma demo de luxo. Tem grandes nomes, cenário impecável, obstáculos perfeitos e patrocinadores que agregam. Tudo o que Rob Dyrdek planejou se concretizou e mostrou que suas ideias não eram utópicas. O skate é tão atrativo e emocionante quanto uma partida da NBA, NFL ou jogos de futebol. 

A segunda etapa da temporada da Liga aconteceu nesse final de semana em Kansas City, EUA, e teve mais uma vez como vencedor Nyjah Huston. O garoto embolsou mais uma vez um cheque de 150 mil dólares. O terceiro, dos cinco até agora oferecidos.

Nyjah havia vencido a fase eliminatória com certa folga de pontos para o segundo colocado Chris Cole, mas não conseguiu abrir vantagem suficiente para seguir tranquilo na final. A decisão estava em suas mãos, ou melhor, nos pés. Ele acertou um gigante nollie inward heelflip pulando a escada usando uma pequena transição e ficou 5,5 pontos à frente de Cole.

Sean Malto, skatista de Kansas City, estava liderando a competição, tinha grandes chances de vencer em casa, mas um erro numa de suas manobras básicas lhe custaram preciosos pontos. Ele não conseguiu se manter em cima do skate num nollie frontside nosebluntslide descendo o hubba grande e terminou na quarta colocação. Malto é um skatista que encanta torcidas de qualquer lugar, mas na sua cidade, a arquibancada estava eufórica. O evento marcou sua volta à SLS. Na etapa de abertura da temporada 2011 Malto estava se recuperando de uma cirurgia no joelho. Em 2010 ele venceu a etapa de Ontario, na Califórnia.

Shane O`Neill, outro campeão da Street League, foi eliminado logo na primeira etapa da final. Ele e Paul Rodriguez não conseguiram desenvolver na seção técnica da competição, justamente suas especialidades.

Antes da grande final aconteceu a repescagem para definir o dono da última vaga. Os skatistas da 10ª até 15ª colocação da eliminatória tinham mais cinco tentativas para fazer a maior pontuação. E entre os seis skatistas estavam o gaúcho Luan Oliveira e o colombiano David Gonzales, que não participaram e foram substituídos por Peter Ramondetta e Tommy Sandoval. Ainda não há informações sobre o motivo das desistências, mas quem ganhou a vaga para a final foi Ryan Sheckler, que acertou um impressionante caballerial flip. A manobra teve a pontuação mais alta do evento: 9,4. Sheckler voltou a repetir a manobra na final, mas não tão perfeita.

Ryan Sheckler, Paul Rodriguez e Chris Cole, o trio que dominava as principais competições, ainda não ganharam nenhuma etapa da Street League.

A próxima etapa da SLS acontece no Arizona, nos dias 16 e 17 de julho.

Resultado final

1° Nyjah Huston
2° Chris Cole
3° Chaz Ortiz
4° Sean Malto
5° Ryan Sheckler
6° Torey Pudwill
7° Mikey Taylor
8° Billy Marks
9° Paul Rodriguez
10° Shane O`Neill

Nollie inward heelflip do Nyjah Huston

Essa foi a manobra do Sheckler que valeu 9,4 pontos. 

O dono da casa, Sean Malto, e uma das manobras mais belas do campeonato: frontside ollie to switch crooked

O ginásio lotou para assistir o espetáculo do skate. Os ingressos custavam 45 dólares


Fonte:ESPN
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